Publicado em Contos, Transparências on Outubro 10th, 2007 2 Comentários »

Douro que corre, que foge, que serpenteia…
Esconde-se e esconde pelo escarpado de um monte,
Que vê e nada diz,
Que sente, escuta e silencia!!
Água que corre livre, sem destino,
Com paragem denunciada,
com lágrimas derramadas,
suspiros na solidão,
passeios ao luar…
Douro que sentes e aplaudes
Que és de ouro com o sol
E de cinza prateada com a chuva…
Tu que me viste e acreditaste
No tempo que parecia eterno e genuíno…
Douro que contemplei e sonhei,
Que me castigaste sem culpa,
Com medo e sem vontade…
Douro que te deitas, que amas
(mas não a mim…)!
Douro que perturbas, encantas e
Partilhas (mas não comigo…)!
Douro que me dizes a verdade,
que me deixaste partir,
Desses dias perfeitos,
Dessas noites vãs,
Desse amor que é teu
(E não queres…)
Desta vida que é minha,
E só minha.
Desta paixão, que és tu,
Douro no meu pensamento!
Publicado em Contos on Julho 24th, 2007 1 Comentário »
Era uma vez um elefante, que vivia muito triste na selva.
Todas as manhãs ao acordar, ficava a olhar para os pássaros que viviam na árvore ao pé da sua casa.
Andavam numa correria constante. Voa para aqui, voa para acolá, pousa aqui, pousa acolá, rasgavam com as suas asas o céu azul.
Era por isso que o elefante estava sempre triste, ele desejava imenso voar, pois queria conhecer o mundo visto do céu. Pedia muitas vezes às sua amigas andorinhas que lhe contassem o que viam quando viajavam à procura de novos lugares. E estas contavam-lhe histórias de muitas terras por onde passavam .
Sempre que as ouvia o elefante ficava contente, porque imaginava esses sítios, mas também ficava triste, porque não podia voar.
Um dia teve uma ideia, fazer umas asas. Juntou muitas penas que ia apanhando nos seus passeios e com elas foi construindo umas grandes asas.
Quando as acabou de construir, quis logo experimentar, mas não resultou. Ele era muito pesado e não conseguiu tirar as patas do chão.
O elefante acabou por se divertir com a sua maluquice, e achou que seria muito mais divertido continuar a conversar com as suas amigas andorinhas do que tentar voar.
Acabou-se a tristeza e o elefante descobriu que os amigos podem ser uma grande ajuda quando estamos tristes.
Este conto foi escrito pelo Francisco.
( O Francisco é o meu filho)
Publicado em Contos on Abril 5th, 2007 Nenhum Comentário »
Esta história que vos vamos contar passou-se no fundo do mar, onde moram muitos peixinhos de muitos tamanhos e cores, assim como muitos outros animais e plantas. O mar é imenso, muito bonito e muito forte, nele gostamos de tomar banho e de beber água salgada.
Mas vamos lá à história:
Um certo dia de manhã bem cedo o golfinho foi ao encontro do peixe azul.
- Olá, bom dia, já viste os nossos amigos?- pergunta o Golfinho.
- Não, responde o peixinho azul, ia mesmo agora ter com eles, ainda bem que apareces. Queres vir comigo.
- Sim, vamos lá.
Os dois amigos vão então ter com as estrelas .
- Bom dia estrelinhas . Estão bem dispostas? Têm brincado muito?.
- Sim, dizem as estrelas do mar. Estávamos a pensar se vocês queriam vir brincar connosco?
Mas o golfinho e o peixinho azul nem tiveram tempo de responder pois de súbito, ao longe sentem uma enorme algazarra . Os amigos ficam todos a olhar para o sítio donde vinha tamanha barulheira.
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Publicado em Contos on Março 8th, 2007 1 Comentário »
A Lua Brincalhona , é uma história que costumava contar ao Francisco, quando era pequenino. Uma história para os que gostam de olhar para o céu, o sítio das estrelinhas…
Era uma vez um menino pequenino, que gostava muito da lua. Todas as noites, antes de se deitar, vinha até ao quintal de sua casa, desejar uma boa noite à lua.
Um dia, e como era habitual, o menino vai até ao quintal e… Nem queria acreditar! Não conseguia encontrar a lua. Muito triste e aflito chama, de forma chorosa, pela mãe:
- Mãe! Mãe, anda cá depressa, bem depressa…
A mãe que estava dentro de casa, corre rapidamente para o quintal, procurando saber o que se passava e que provocava tanta aflição no seu filhote.
- Que foi filho meu? Que se passa? Tem calma ! - diz a mãe. (more…)