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Arquivo da Categoria 'Crónicas'

Carta de Amor!

Leonor caminha sozinha junto ao mar…Ela sabe que hoje será apenas o primeiro dia de mais um capítulo da sua vida que se fecha. Não está triste, pois vive nela a certeza que comanda a sua própria vida e as suas vontades. Mas também sabe que, a partir de agora, irá viver com a ausência do Ser que a completou por muito tempo (ela própria esqueceu o tempo!).

Ele foi, é e será sempre a liberdade, não quis ser de ninguém. Pertence ao mundo e teve vontade de guiar os seus próprios passos…

Agora, Leonor, junto ao mar, busca serenidade, escuta o silêncio e escreve:

É estranho viver assim…

E assim como ?!- pergunto eu.

Viver agarrada aos momentos, às emoções fortes e, no entanto, efémeras, vazias, que se perdem no tempo…

Hoje foi a promessa eterna. A promessa da aposta na Amizade, provavelmente na cumplicidade, mas nunca na incerteza nem na ambiguidade.

E só assim damos valor aos pormenores dos momentos. Eu acho que sentimos os dois a nostalgia de mais um momento, de uma despedida e de um novo (re) encontro, desta vez numa procura constante do significado verdadeiro e único da palavra AMIGO.

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E tudo o mar leva…

Há uns tempos atrás queria que entrasses por aquela porta e me tratasses por Princesa. Mas tu não o fizeste!

Hoje espero, sinceramente, que não o faças! Estou a reconquistar a minha paz e estou a fazê-lo sem ti!

Agora sei que contigo por longe, tudo parece normal e o meu sentimento torna-se pequeno, quase a transformar-se…(ainda não sei bem em que…)

Mas também sei , que quando te sinto por perto, torno-me frágil, pequenina e tudo em mim se renova. E nesse instante o sentimento volta. Este sentimento que quero que seja em mim racional!

Já reparaste que os nossos passos não voltaram a cruzar-se? E as marcas que deixamos um no outro vão-se apagando lentamente… Faz-me lembrar o mar que teima em destruir as marcas da minha existência quando passo na areia molhada…A vontade dos mais fortes prevalece sempre… No nosso caso, uma alma não deve amar sozinha!

E tal como o mar, vai-se apagando a sublime recordação da tua passagem pela minha vida…

 

  Estou aqui! Sózinha, como sempre…

Por momentos imagino que entras por aquela porta, por onde já tantas pessoas entraram, com um sorriso radiante, apesar de ainda não serem oito horas da manhã, deste dia chuvoso, triste, cansado (e mutilado pelo tempo). Mas como ia a dizer, imagino que entras por aquela porta e fico à espera que me surpreendas:

- ” Bom dia Princesa!É contigo que quero estar! É a ti que quero dar a mão!”

Estou a imaginar e a querer demais, não é?

Mas mesmo sabendo que é só imaginação e uma vontade imensa de mudar o rumo da tua vida, continuo acreditar em ti.

Ontem, por momentos, senti que me observavas  (será?). Estarias a relembrar alguns momentos, ou simplesmente a ver a marca desses momentos em mim?!Alguns fizeram mudanças na minha vida. Pelo menos, acredito que sim!

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