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Arquivo da Categoria 'Transparências'

Um tempo ausente

Lá fora chove,

chove devagarinho.

Fico calma, até feliz!

Hoje não me apetece pensar

nem olhar para dentro

de mim mesma…

Receio já não encontrar o que pretendo.

Anseio por ter o que não procuro.

Lamento ter perdido o que não foi meu.

(Nada disto faz sentido e

já não sei porque te escrevo…)

As palavras, os actos, as lembranças

perdem-se pelos dias cansados…

As fotos, as mensagens, os carinhos

apagam-se no tempo esquecido

As saudades, a ternura, a cumplicidade

confundem-se num misto de bem querer

e de uma indiferença racional.

Faz tempo que não nos cruzamos,

não nos olhamos…

Já quis ver o teu sorriso

e ouvir o teu bom dia!

Já quis esquecer momentos,

quando o teu mundo tocou no meu…

e em ti vi alegria!

Lembro-me de ver-te feliz!

Foi o que eu sempre quis…

Não sei por onde caminhas,

nem com quem…

Nem tão pouco se amas alguém…

Quero muito que sim!

Pelo menos a ti…já não a mim!!!

20050105_-_chuva_-_wlady.jpg

Mós Transmontana

picture018.jpg
Estou aqui, agora, Num lugar encantado…Perdido no meio do nada, 

mas com tudo

Com tudo o que é belo,

E como é bom tê-lo,

Assim,

genuíno,

selvagem em seu estado de graça…

e aqui tão junto a mim!

Vejo um pôr do sol,

Que abraça e aquece este monte,

Dá o fogo,

Dá a luz,

Dá a alma a esta gente

Pura, simples e tão tão feliz!

E aqui, todos ouvem

O que cada sussurro diz!

Falo e escrevo das Mós,

Terra transmontana,

De graus negativos,

Gravuras rupestres…

A seus pés

O Douro corre,

A seus pés eu me ajoelho,

Por tão profunda e sentida calmia,

Que tão sublime aragem,

Bate em meu rosto,

E me enche de coragem.

Tão vislumbrado cenário

Santa Bárbara me concedeu,

Miradouro de excelência

Já enfrento outro calvário…

O de partir daqui,

E a saudade já bateu,

Bem forte no meu peito!

A Saudade

mar-acores1.jpg

Mar de vida que corre sem destino

procurando as palavras

que o vento não deixou ouvir…

Mar de solidão de uma terra fraterna,

que leva em seu leito

a saudade de um sentimento

esquecido e adormecido…

Lágrimas derramadas

no cair da noite fria,

olhos que fechas na solidão

de um tempo que não pára!

Vida de alguém

que tu não deixas viver…

Saudade que se sente

na terra de ninguém!!!!

Barco que navega

à procura de um porto seguro.

(more…)

Penso em ti, meu Amigo,

E tu sabes que sim!

Sinto o teu perfume,

o teu toque,

o teu impulso…controlado.

Estou longe…

mas sinto em mim tudo isto!

Trago a vontade de te abraçar

de contar o tempo ao segundo

refugiar-me contigo,

aqui,

nestas paragens bucólicas,

nesta ilha simpática,

neste verde colorido,

neste sonho que é meu

e nunca teu…

cá a chuva vai caindo,

o sol é tímido, e,

raramente, me diz olá…

Cá as ruas são calmas

os edíficios…singelos

e a vida,

uma passagem…apenas!

Aqui, agora,

a noite cai,

o mar agita-se

e, eu…

contemplo as luzes

de uma cidade nascida

e virada para o mar…

Estou aqui, meu Amigo,

a viver dias calmos e felizes,

a compreender o (teu) silêncio,

a escutar as vozes

que se agitam em mim.

A contemplar o dom,

da vida que tenho,

desta vida,

que é minha, apenas minha!

Estou aqui, meu Amigo,

com tantas vontades no coração…

e tanta gente no pensamento.

Simplesmente,

estou aqui!

Nuvens de lágrimas soltas…

Salpicam, aqui e ali,

Percorrem o céu, escondem o sol…

À noite, (escondem-se),

e escondem,

sem querer,

luzinhas no firmamento!

Partilham com a lua,

O leito da escuridão,

Segregam durante o dia,

O esplendor do Rei Sol…

Qual trono, qual coroa,

Qual Deus as criou!

Tão singelas, singulares…

Tão imponentes e tenebrosas!

Lá do alto gritam, correm…

Amuam e molham,

Uns seres que, cá em baixo,

Teimam em não se entenderem…

Inverno que as traz,

Lhes dá vida e alegria…

Nuvens que, em mim,

Em toda a minha essência,

despertam sensações plenas

de equilíbrio,

vontades escondidas,

sentimentos ofuscantes…

Lágrimas soltas das nuvens,

Que se misturam com as minhas…

E nos tornam pequeninas,

Do tamanho de uma gota…

Aquela gota,

Que a minha nuvem,

Não quer deixar cair…

E me impede de a apanhar!

Nuvens de Lágrimas soltas...

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