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Nuvens de lágrimas soltas…

Salpicam, aqui e ali,

Percorrem o céu, escondem o sol…

À noite, (escondem-se),

e escondem,

sem querer,

luzinhas no firmamento!

Partilham com a lua,

O leito da escuridão,

Segregam durante o dia,

O esplendor do Rei Sol…

Qual trono, qual coroa,

Qual Deus as criou!

Tão singelas, singulares…

Tão imponentes e tenebrosas!

Lá do alto gritam, correm…

Amuam e molham,

Uns seres que, cá em baixo,

Teimam em não se entenderem…

Inverno que as traz,

Lhes dá vida e alegria…

Nuvens que, em mim,

Em toda a minha essência,

despertam sensações plenas

de equilíbrio,

vontades escondidas,

sentimentos ofuscantes…

Lágrimas soltas das nuvens,

Que se misturam com as minhas…

E nos tornam pequeninas,

Do tamanho de uma gota…

Aquela gota,

Que a minha nuvem,

Não quer deixar cair…

E me impede de a apanhar!

Nuvens de Lágrimas soltas...

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